Pr. Dorisvan Cunha
O apóstolo Paulo explica o propósito da Cruz de
Cristo, e o que isso tem a ver com cada pessoa neste mundo. Ele diz: “... Deus
estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as
suas transgressões...” (2 Co 5.19).
Primeiramente, Paulo afirma
aqui a identidade daquele que padeceu no calvário: “Deus
estava em Cristo”. Significa, antes de mais nada, que aquele que padeceu no
monte da Caveira não era apenas um ser humano com boas qualidades morais. Antes,
aquele que estava na Cruz era o Eterno Filho de Deus, o Emanuel, em quem habita
corporalmente toda a plenitude da Divindade. O crucificado é Deus por mim! Ele colocou de
lado a sua imunidade para sentir a minha dor. Ele entrou em nosso mundo de carne
e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós, morrendo em nosso lugar, a fim
de que pudéssemos ser perdoados[1].
Deus estava ali em pessoa humana. O
Verbo virou gente para que nossa vida encontrasse seu significado Nele.
Em segundo lugar, veja a missão daquele que foi ao
Gólgota: Deus estava na Cruz “reconciliando
consigo o mundo”. O homem natural está em rebelião e inimizade contra Deus.
Mas, de acordo com Paulo a reconciliação é agora um fato. O Deus ofendido tomou
a iniciativa de reconciliar o homem consigo através do sangue do Cristo
crucificado. O abismo gerado pela queda, que é o grande agente da infelicidade
humana, foi preenchido pelo sangue da expiação infinita do Cristo de Deus no
gesto histórico do amor encravado no madeiro.
Por fim, perceba
que a Cruz promove o reencontro de qualquer pecador arrependido com
Deus, posto que Deus não estava “imputando aos homens as suas
transgressões...”
Cristo levou sobre Si o fardo inteiro do nosso pecado,
de sorte que o homem que crê não terá mais que responder pelo seu passado de
transgressões. A cruz derrubou tudo e nos declarou justificados diante do justo
tribunal do criador do universo. A Cruz é, portanto, o único lugar onde o pior
dos pecadores pode encontrar perdão definitivo. Assim como o pecado é o agente
da separação e desesperança, a Cruz é o antídoto de Deus para nos trazer de
volta a Ele mesmo e matar essa falta de sentido que assola o homem separado de
Deus. É somente por meio da cruz que o sentido da vida é definitivamente recuperado.
Sabendo disso, Paulo conclama os homens a crer na palavra
da Cruz: “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”. A
solução para o drama humano tornou-se verdade quando a nossa culpa foi pregada
no Madeiro, no monte Calvário. Diz o profeta que nas suas pisaduras nós fomos
curados. Agora "está tudo consumado". Portanto, agora nenhuma
condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da
vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Esse é o Sentido
da vida, o porto seguro, a âncora definitiva, o anelo da alma, a razão da
caminhada agora e para sempre.
Todavia, Tem muita gente perdida por ai procurando
satisfação para o existir no lixo filosófico existencial dos nossos dias.
Outros caminham pela estrada larga da prostituição; ainda outros adubam a vida
no terrível submundo das drogas e das revoluções.
Mas, a mensagem da Cruz convoca a juventude do
século XXI a uma revolução eterna: Jesus sofreu um castigo eterno por causa do
nosso pecado. Ele levou nossos medos, nosso vazio existencial, nossa angústia
essencial. Agora, não há mais razão para se viver marcado por uma vida vazia e sem
sentido ou pelo medo de existir em absoluto. O Cristo da Cruz é a nossa
esperança.
“Bendito seja Aquele que, com os seus sofrimentos,
me deu descanso, e com a sua morte me deu a vida! Oprimido andei sempre sob o
peso de meus pecados, sem encontrar lenitivo ao meu sofrimento, até que cheguei
a este lugar. Onde estou eu? Oh! Aqui é por certo o princípio da minha
bem-aventurança, visto que aqui se quebraram os laços que me prendiam aos
ombros, o fardo que me oprimia. Eu te saúdo, ó CRUZ BENDITA! Bendito sejas,
santo sepulcro! Bendito seja para sempre Aquele que em ti foi sepultado pelos
meus pecados”.

O Verdadeiro Evangelho
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