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Uma Igreja comprometida com a Verdade do Evangelho

quinta-feira, 4 de julho de 2013

08:28 0
Pr. Dorisvan Cunha
 O apóstolo Paulo explica o propósito da Cruz de Cristo, e o que isso tem a ver com cada pessoa neste mundo. Ele diz: “... Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões...” (2 Co 5.19).
Primeiramente, Paulo afirma aqui a identidade daquele que padeceu no calvário: “Deus estava em Cristo”. Significa, antes de mais nada, que aquele que padeceu no monte da Caveira não era apenas um ser humano com boas qualidades morais. Antes, aquele que estava na Cruz era o Eterno Filho de Deus, o Emanuel, em quem habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. O crucificado é Deus por mim! Ele colocou de lado a sua imunidade para sentir a minha dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós, morrendo em nosso lugar, a fim de que pudéssemos ser perdoados[1]. Deus estava ali em pessoa humana. O Verbo virou gente para que nossa vida encontrasse seu significado Nele.
Em segundo lugar, veja a missão daquele que foi ao Gólgota: Deus estava na Cruz “reconciliando consigo o mundo”. O homem natural está em rebelião e inimizade contra Deus. Mas, de acordo com Paulo a reconciliação é agora um fato. O Deus ofendido tomou a iniciativa de reconciliar o homem consigo através do sangue do Cristo crucificado. O abismo gerado pela queda, que é o grande agente da infelicidade humana, foi preenchido pelo sangue da expiação infinita do Cristo de Deus no gesto histórico do amor encravado no madeiro.
Por fim, perceba que a Cruz promove o reencontro de qualquer pecador arrependido com Deus, posto que Deus não estava “imputando aos homens as suas transgressões...”
Cristo levou sobre Si o fardo inteiro do nosso pecado, de sorte que o homem que crê não terá mais que responder pelo seu passado de transgressões. A cruz derrubou tudo e nos declarou justificados diante do justo tribunal do criador do universo. A Cruz é, portanto, o único lugar onde o pior dos pecadores pode encontrar perdão definitivo. Assim como o pecado é o agente da separação e desesperança, a Cruz é o antídoto de Deus para nos trazer de volta a Ele mesmo e matar essa falta de sentido que assola o homem separado de Deus. É somente por meio da cruz que o sentido da vida é definitivamente recuperado.
Sabendo disso, Paulo conclama os homens a crer na palavra da Cruz: “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”. A solução para o drama humano tornou-se verdade quando a nossa culpa foi pregada no Madeiro, no monte Calvário. Diz o profeta que nas suas pisaduras nós fomos curados. Agora "está tudo consumado". Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Esse é o Sentido da vida, o porto seguro, a âncora definitiva, o anelo da alma, a razão da caminhada agora e para sempre.
Todavia, Tem muita gente perdida por ai procurando satisfação para o existir no lixo filosófico existencial dos nossos dias. Outros caminham pela estrada larga da prostituição; ainda outros adubam a vida no terrível submundo das drogas e das revoluções.
Mas, a mensagem da Cruz convoca a juventude do século XXI a uma revolução eterna: Jesus sofreu um castigo eterno por causa do nosso pecado. Ele levou nossos medos, nosso vazio existencial, nossa angústia essencial. Agora, não há mais razão para se viver marcado por uma vida vazia e sem sentido ou pelo medo de existir em absoluto. O Cristo da Cruz é a nossa esperança.
“Bendito seja Aquele que, com os seus sofrimentos, me deu descanso, e com a sua morte me deu a vida! Oprimido andei sempre sob o peso de meus pecados, sem encontrar lenitivo ao meu sofrimento, até que cheguei a este lugar. Onde estou eu? Oh! Aqui é por certo o princípio da minha bem-aventurança, visto que aqui se quebraram os laços que me prendiam aos ombros, o fardo que me oprimia. Eu te saúdo, ó CRUZ BENDITA! Bendito sejas, santo sepulcro! Bendito seja para sempre Aquele que em ti foi sepultado pelos meus pecados”.





[1] STOTT, Por que sou cristão, p. 67.

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