1. Sobre
o plano eterno de Deus:
Cremos que desde toda a eternidade, pelo conselho da sua própria vontade, e para
o louvor da sua própria glória, Deus ordenou tudo quanto acontece[1].
2. Sobre
o conhecimento de Deus:
Cremos que Deus sabe tudo quanto há de acontecer em toda a história do
universo. Contudo, Ele não decretou coisa alguma por havê-la previsto, mas tão
somente por causa da sua própria vontade que é santa e sábia[2].
3. Sobre
a escolha soberana de homens e anjos: Cremos que pelo decreto de Deus e para a manifestação da sua glória,
alguns homens e alguns anjos são predestinados
para a vida eterna e outros preordenados
para a morte eterna. Além disso, cremos que o número desses homens e desses
anjos é um número exato e não pode ser nem aumentado nem diminuído[3].
4. Sobre
o critério da escolha:
Cremos que aqueles que foram eleitos, foram escolhidos exclusivamente pela
livre graça e amor de Deus, e não por ter previsto que alguns deles um dia iriam
crer, ou por causa das suas boas obras, ou de qualquer outra coisa que tenha
motivado Deus a fazer isso[4].
5. Sobre
os meios para que os eleitos sejam salvos: cremos que assim como Deus destinou os eleitos para a
glória, assim também, determinou todos os meios para que esse fim fosse
alcançado; portanto, aqueles que foram eleitos, e que agora estão caídos em
Adão, um dia serão remidos por Cristo, e no tempo devido serão chamados para a
fé em Cristo pelo seu Espírito. Eles serão também justificados, adotados,
santificados e guardados pelo poder de Deus por meio da fé salvadora. Além dos
eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado,
justificado, adotado, santificado e salvo[5].
6. Sobre
os que não foram escolhidos: Cremos que, segundo o inescrutável conselho da sua própria vontade e para
a glória do seu soberano poder, foi Deus servido não contemplar os outros
homens e ordená-los para a desonra e para a ira eterna por causa dos seus
próprios pecados[6].
7. Sobre
como devemos reagir diante desta doutrina bíblica: Cremos que a Predestinação é um
grande mistério que pertence à Santíssima Trindade. Portanto, este alto
mistério deve ser tratado com especial reverência, prudência e cuidado, a fim
de que os homens, temendo e obedecendo a Palavra, possam certificar-se da sua
eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho da
Cruz, esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus,
bem como de humildade diligência e abundante consolação[7].
8. Sobre a atitude de Paulo
diante da Predestinação: Ó profundidade da riqueza,
tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus
juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do
Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe
venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as
coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém![8]
Obs: subscrevo os Padrões de
Westminster. Portanto, dê uma lida na Confissão de Fé de Westminster no
capítulo III. Foi de lá que extraí esses pontos.
Pr. Dorisvan Cunha, Segundo a
Confissão de Fé de Westminster
[1] Base Bíblica: Isa. 45:6-7; Rm 11.33; Hb 6:17; Sl 5.4; Tiago 1.13-17; I João 1.5; Mt
17.2; João 19.11; At 2.23; At 4.27-28 e 27.23, 24, 34.
[3] Base bíblica: I Tm 5.21; Mc 5.38; Jd 6; Mt 25.31, 41; Pv 16.4; Rm
9.22-23; Ef 1.5-6. João 10.14-16, 27-28; 13.18; II Tm 2.19.
[5] Base bíblica: 1 Pedro 1:2; Ef. 1:4 e 2: 10; II Tess. 2:13; I
Tess. 5:9-10; Tito 2:14; Rom. 8:30;
Ef.1:5; I Pedro 1:5; João 6:64-65 e 17:9; Rom. 8:28; I João 2:19.
[7] Base bíblica: Rom. 9:20 e
11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc. 10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.

O Verdadeiro Evangelho
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